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Comportamento Nutricional de Crianças

Fantasia... assim é o universo infantil. É sabido que nascemos com “dois lados direitos” do cérebro, o que significa que nascemos com totais habilidades inconscientes, e que isto permanece até cerca dos 4 anos de idade, quando estreitamos contato com nossa consciência, que somente aos 7 anos estará agindo de forma mais ativa, na boa convivência entre instinto e razão, lógica e emoções.


Pois bem, saber explorar estas habilidades naturais de nossos educandos, filhos ou não, será benéfico para ambos os lados e certamente proporcionará à criança não só desenvolvimento físico e imunológico, mas também e principalmente, evolução emocional.


O que fazer em relação aos alimentos e à alimentação:


- Estabelecer ambiente próprio para refeições, o mesmo que dos adultos, que deve ser o mais 

que possível, privativo para refeições e tranquilo


- Permitir o aprendizado da criança na utilização dos alimentos e talheres


- Possibilitar à criança convívio com adultos às refeições


- Introduzir gradativamente variedade de alimentos


- Utilizar metáforas e correlações úteis entre alimentos e bem estar, dentro do universo infantil, contando estórias (“os coelhinhos têm pêlos fartos e olhos bonitos porque comem cenoura e folhas”; “os índios são fortes porque comem mandioca”; “aquele determinado atleta é campeão porque come de tudo, nas horas certas”; etc). 

Explore isto ao máximo, na direção do elogio.


- Variar a apresentação de um mesmo alimento


O que fazer para conseguir péssimos resultados:


- Colocar a criança para comer separada dos adultos (“Ele faz muita bagunça para comer”).

O melhor método de aprendizado é a observação.


- Induzir a criança a comer enquanto está distraída com brinquedos ou televisão


- Chantagear a criança: “Você só come doce se comer o alface”


- Seduzir a criança: “Se você comer tudo, te levo ao parque”


- Forçar a criança: “Enquanto você não tomar o leite, você não sai da mesa”


- Tumultuar os momentos de refeições: brigas, discussões, gritos, agressões


- Desrespeitar os limites alimentares das crianças


- “Compensar” o que supostamente a criança não comeu em uma refeição com guloseimas


- Manter a mesmice dos alimentos


- Desistir de apresentar novos alimentos com formas diferentes de preparo

 

Carlos Lima.

Contatos: superare@superare.com

 

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